viajar

Se mais pessoas viajassem, o mundo seria um lugar bem melhor.

Fora Da Rede

Wanderlust: O que é gostares tanto de viajar que não consegues mais encontrar um lar

viajar

Se mais pessoas viajassem, o mundo seria um lugar bem melhor.

Algumas pessoas nasceram com inerentes espíritos nómadas. A sua droga de escolha é a aventura.

Elas têm muitas dificuldades em ficar num lugar em particular durante um longo período de tempo. Não é que tenham medo de assentar, elas são legitimamente incapazes de ficarem estáticas.

Estes espíritos perpétuos são silenciosamente atraídos pela rotação do planeta, lidando com uma impossibilidade de descansar até que tenham visto e ouvido de tudo.

Para alguns, isso é simplesmente o producto da uma curiosidade possessiva sobre o mundo. Para outros, é um fundamental aspecto do seu carácter, e pode até ser genético.

Wanderlust, ou o desejo inexplicável para explorar o mundo, é uma condição muito teimosa. A única viável forma de tratamento é renderes-te aos seus sintomas.

Faz Play Neste Vídeo


Simplificando, quando começas a sentir o desejo ardente pela aventura, a tentativa de combatê-lo é inútil. Tens que alimentar esse demónio para que o acalmes. Felizmente, quando o fazes, vais perceber que aprendeste mais sobre ti próprio e sobre o mundo do que podias alguma vez imaginar.

Quando o estranho se torna familiar, o familiar se torna estranho. Depois de entrares neste círculo vicioso durante muito tempo, começas a sentir-te mais em casa do que no sítio em que viveste.
 

Lar é onde está o coração, mas tu deixaste várias peças do teu coração em vários lugares.

Existe uma distinta diferença entre ser um turista e um viajante.

Turistas visitam lugares para escaparem à realidade das suas vidas do dia-a-dia. Eles seguem todos os pontos no mapa e nunca fogem do percurso que lhes está destinado.

Comparativamente, os viajantes procuram genuinamente perceber e experimentar. Eles ficam tão imersos num novo lugar, que acabam por deixar parte deles em cada um.

Quando é tempo de irem embora e seguir em frente, parece-lhes que perderam algo de valor incalculável que não pode ser devolvido. Na verdade, este sentimento de perda é o producto de tudo o que ganharam: fantásticas experiências e imensuráveis perspectivas.

De facto, verdadeiros viajantes não conseguem resistir em se apaixonarem por outras culturas e pessoas. No processo, contudo, casa torna-se uma noção elusiva. Deixa de ser um sítio, e transforma-se num sentimento.


Lar é onde as pessoas descansam, mas tu não te sentes contente a menos que te estejas movendo.

Talvez aqueles que nasceram para viajar estejam simplesmente à procura de um lar. Afinal, um lar não é realmente uma localização; é um sentimento de pertença.

É por isso que aqueles dotados de wanderlust têm uma necessidade de estar em lugares estranhos. Eles encontram contentamento no desconhecido, e eles têm um insaciável desejo para aprenderem e perceberem a condição humana.

Em essência, são estudantes do mundo, o que requer que se mude de sala de aulas regularmente.

Assim, a jornada é a sua casa, é onde eles encontram paz. Não é que eles não reconheçam a importância e valor de uma comunidade, apenas não precisam de colocar limitações geográficas nela.


Lar é de onde uma pessoa vem, mas tu tornaste-te uma pessoa do mundo.

Dependendo da pessoa, “lar” pode significar um número imenso de coisas.

Quando a maior parte de nós se refere a lar, estamos a falar da área onde está a nossa família e da região onde crescemos.

Para pessoas que viajaram para longe, casa torna-se um conceito mais intangível.

Não é que não encontrem conforto naquilo que lhes é familiar, mas eles encontram-se constantemente a ter um desejo inexplicável de estar em vários sítios ao mesmo tempo.

Eles querem estar em todo o lado e em lado nenhum. Este estranho sentimento é producto de ver o mundo como uma comunidade, e é apenas um dos muitos sub-productos das viagens.

Viajar abre-nos os olhos para o facto de que descartando as disparidades das nossas variadas culturas, a vasta maioria dos humanos simplesmente deseja encontrar felicidade e paz na sua forma mais inocente.

Apesar de tudo, chegamos à conclusão que fronteiras, geografia, história e cultura não devem ser utilizadas para perpetuar separações. Simultaneamente, aprendes que nenhuma nação está imune a um certo nível de ignorância, e é quase um motivo para se condenar todo o mundo.

Nós temos medo do que não conhecemos, e atacamos e insultamos o que não compreendemos. É precisamente por isto que viajar é tão importante, visto que é o maior inimigo da ignorância e do ódio.

Através das viagens, começas a ver o mundo como uma mistura unificada e dinâmica de diversidade e lindas pessoas.

Como uma espécie, os humanos partilham uma alienável conexão, que é muitas vezes esquecida. Viajar abre-te os olhos para esse laço elementar.

Se mais pessoas viajassem, começariam a ver o planeta inteiro como seu lar. Em troca, o mundo seria um lugar bem melhor.

Comentários

Somos a plataforma preferida da Geração-Y para os tópicos mais quentes e mais na moda dos dias de hoje, desde política a relacionamentos e tudo o que se encontra pelo meio.

CoffeeBreak © 2016 - Todo o conteúdo pertence aos seus utilizadores.

To Top

QUERES MAIS HISTÓRIAS COMO ESTA?

O botão mágico abaixo entrega-te as melhores histórias no Facebook.