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Em agosto, Rebeca regressou aos palcos depois de uma dura batalha para vencer o cancro. Voltou diferente, otimista, com mais força e um novo olharde esperança perante a vida. Afinal tinha ultrapassado a doença.

“Eu achava que cancro era morte”. Foi com estas palavras de quem desceu ao inferno que Rebeca descreveu os dias de escuridão que teve atravessar, durante uma reportagem da TVI. Quando descobriu que tinha um tumor maligno nas cordas vocais pensou que estava tudo acabado.

“Achamos que só acontece aos outros. Porquê ao pé das cordas vocais? (…) fiz o último concerto em dezembro e disse ao meu pai que sabia que era o último que ia fazer, que sabia que ia realmente fazer o último. Tinha 30 por cento de hipóteses de ficar sem voz (…) eu achava que cancro era morte”, recordou na altura.

E o pior nem sequer foi a doença, foi o vazio e o desespero… a revolta. “O pior de tudo não foi o cancro foi a depressão que veio. Tenho tanta pena de não ter fé. Há pessoas que têm fé e que se agarram a Deus, acreditam que Deus as ajuda, e eu não”, lamentou-se.

Vencer a doença tinha transformado Rebeca numa mulher diferente, mais agarrada à vida. “Vejo o mundo de outra forma, dou muito mais valor à vida. A vida começa todos os dias”.

Agora, o Inferno voltou, Rebeca descobriu que estava outra vez doente. O cancro volta a desafiar as forças e a tenacidade da cantora.

“Como é possível ter outro cancro? Ainda agora comecei a quimioterapia e, se estar sem cabelo é doloroso, os outros efeitos secundários são horríveis. As únicas pessoas que sabem são a minha família, alguns amigos próximos e agora tu.”

Esta foi a mensagem, em jeito de grito de desespero, que Rebeca deixou a Cristina Ferreira no final de 2017, poucos meses de ter vencido um cancro.

“Fiquei sem chão. Era o último dia do ano e abri o meu email. Tinha uma mensagem da Rebeca, a cantora portuguesa”, testemunhou esta segunda-feira a apresentadora da TVI.

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