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Eu nunca teria apontado num mapa e escolhido-te a ti. Eu não tinha nem certeza que iriamos gostar um do outro.

Cartas Para Ti

Querido Portugal: carta para ti que tanto me fizeste bem

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Eu nunca teria apontado num mapa e escolhido-te a ti. Eu não tinha nem certeza que iriamos gostar um do outro.

Querido Portugal,

Eu nunca teria apontado num mapa e escolhido-te a ti. Eu não tinha nem certeza que iriamos gostar um do outro. Eu vim com apenas alguns pertences e ainda menos expectativas. Mas eu tinha o desejo de te conhecer e ver se gostaria de ficar. E como duas pessoas fazem num primeiro encontro, temos procurado por pontos em comum: surf, um apetite insaciável por arroz e frutos do mar, uma ligação à terra e ao mar.

No ínicio eu deixei-me levar pelas pequenas coisas. A promessa de poder surfar todos os dias. O litoral que me tem presenteado com os momentos mais raros onde posso surfar sozinho. Esse sentimento atordoado depois de alguns copos de um frutado vinho verde. A melancolia enquanto ouvia fado. Os rissóis, natas e feijoada, o queijo de deixar água na boca, sardinha deliciosa e inesquecível bacalhau. E, surpreendentemente, até mesmo lampreia e ameijoas.

Eu amei a ironia tranquila dos teus prédios luxuosos e impressionantes ao lado das tuas antigas casas em ruínas. Eu adorei até o teu clima temperamental, ensolarado pela manhã e às vezes tempestuoso no período da tarde.

E eu amei o teu povo. As avós vestidas de preto, com os rostos suaves e segredos culinários. Os pescadores com os seus antiquados chapéus. Os lojistas realmente sinceros quando dizem “obrigado”.

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E então eu comecei a amar-te pelas tuas palavras, e os novos sentimentos aos quais tu deste nome. Para aquela sensação indescritível de saudade – intraduzível mas descrita com tanta precisão pelo escritor Português Manuel de Melo: “um prazer que sofres, uma doença que gostas.”Ou até a palavra Chamego – um sensação de intimidade, paixão e carinho, tudo numa palavra.

Claro, existem coisas sobre ti que eu provavelmente nunca vou entender. Tu és uma alma velha e eu sou muito juvenil. Eu sou impulsiva em áreas em que tu és cauteloso e pensativo. Eu tenho este desejo incessante para ser feliz, mas tu tens esse hábito de desfrutar estar triste.

Mas eu já vivi muitas vidas em diferentes partes do mundo, eu estive a correr por aí, não me importando onde descanso a cabeça, não sabendo onde vou acabar. Talvez te tenha conhecido, Portugal, porque algo dentro de mim realmente tem aclamando por quietude, por um refúgio seguro onde eu poderia finalmente tornar-me eu mesma!

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