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Quando se gosta não há desculpa nem falta de tempo!

Quando se gosta não há desculpa. Não há falta de tempo. Não há cansaço, não há horas. Não há nada que nos impeça de estar ali, ao lado de quem se quer. Para além do trabalho, onde durante essas horas se bombardeia o objecto do nosso amor com mensagens infindáveis e lamechas, tudo o resto é contornável.

A chuva e o sol aparecem quando devem, só para tornar cada momento mais especial. Toda a gente nos lê nos olhos e nos perdoa as ausências. Os amigos sorriem, estão felizes por nós. Nós estamos felizes. E o mundo sorri para nós.

Dorme-se menos. Come-se a correr. Trocam-se horários. Desdobramo-nos em festas e situações, só para podermos fugir e ir ter com. É isso que nos faz acordar com um sorriso estúpido depois de 2h de sono. Não há motivos, não há doenças. Não há cafés nem há compromissos. Não há impossíveis, nem falta de dinheiro. Não há nada que nos separe. Só há vontade e borboletas. Conversa deitada fora, porque se quer conhecer mais e mais. Não há monólogos, só perguntas. Porque nos queremos actualizar de todos os anos que não estivemos ali. Comentários, cabeças na lua e sorrisos estúpidos. Frases sem sentido, olhares brilhantes. Problemas que deixam de existir. E um único objectivo, estar ali.

As horas são minutos, as frases são palavras e um beijo é tudo. As promessas são eternas, as mãos dadas são compromissos e os segredos são selados com um sorriso cúmplice. Faz-se das tripas coração, sem sequer se ter consciência disso.

Queremos apresentá-lo ao mundo para que toda a gente veja e se deslumbre, como nós nos deslumbrámos. Para que toda a gente entenda o porquê do sorriso sem motivo. E perguntamo-nos como é que algum dia ousámos estar tristes se neste momento temos a certeza de que somos as pessoas mais felizes do mundo.

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As músicas têm novas letras, os braços abrem-se e só queremos dançar, enquanto gritamos bem alto que aquela pessoa é nossa. E que nós somos dela. E que assim é que sempre deveria ter sido.

Mas tudo tem um propósito. É um sentimento egoísta, só queremos o nosso bem, e esse só é atingido se o outro estiver connosco. Porque é o que somos quando o outro está presente e o que sentimos por ele que importa. É querer mudar o mundo, achar que tudo é possível, acreditar que sempre deveria ter sido assim. Não entender como é que até agora podíamos ter sido felizes se nos faltava uma parte tão importante. E acreditamos que vai ser infinito. Não só enquanto dure, não. Neste momento acreditamos que o infinito é eterno.

As pernas tremem só de o ver chegar. Um sorriso salta só porque sentimos que está a olhar para nós. O coração quase que pára quando ouvimos o nosso nome dito por aquela boca, com aquela voz. Aquela boca que nos dá os melhores beijos. A voz que nos faz suar frio. Trocamos a festa do ano por cinco minutos com direito a um beijo e um xi apertadinho. Fazemos quilómetros só por um olá. Não conseguimos engolir só porque ouvimos uma palavra bonita. Acordamos a meio da noite só porque queremos ter a certeza de que a outra pessoa está ali, que não é só um sonho bom.

Sonhamos acordados, e vivemos em sonhos, porque o dia só tem 24h. Um toque no cabelo que nos faz arrepiar, um beijo que nos faz desejar o mundo. Agarrá-lo para sempre, esperar que o tempo pare e passar a eternidade assim.

E não há desculpa para não estar.

Para não telefonar.

Para não ir.

Para não dormir.

Para não dizer.

Para não andar.

Para não abraçar.

Para não ouvir.

Para não contar.

Para não sentir.

Para não tremer.

Para não dançar.

Para não suar.

Para não correr.

Para não sorrir.

Para não cantar.

Para não ferver.

Para não ter.

Para não beijar.

Para não viver.

Para não ser.

Não há desculpa.

Porque quando se gosta…

Criado por Ashley Teixeira

Profile photo of Ashley Teixeira

Escrevo para Coffee Break depois de ter sido libertada de perseguir o curso de advocacia. Nos meus hobbies estão incluídos eventos importantes como dormir e comer.

Um Comentário

Junta-te à Conversa
  1. Ashley Teixeira, tenho de facto pena que te apropries dos textos dos outros, e que nem te dignes a responder ao comentário que te enviei anteriormente, a dizer que este texto é meu.
    Vale que há facebook, blogs e outras tantas plataformas que provam que este texto é meu… alem do mais 245 visitas durante mais de um ano, não é significativo, ou confesso que me tinha dado a outros trabalhos, como descobrir quem é o autor deste blog e fazer queixa.
    Publicar textos dos outros não tem problema, desde que identifiquemos os mesmos.
    é uma questão de veracidade e transparência.
    Se duvidas há que o texto é meu, ja te enviei no outro comentário que aqui deixei todos os sítios onde o mesmo esta publicado e me faz referência.
    Assim, espero que te tenhas sentido feliz a viver a alegria de gostarem dum texto que nao é teu.
    Filipa

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