pascal

Tu acreditas que os cães vão para o céu? Tenho a certeza de que eles estarão lá muito antes que qualquer um de nós.” – Robert Louis Stevenson

Animais

Os cães nunca morrem nem são esquecidos, eles dormem junto do nosso coração

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Tu acreditas que os cães vão para o céu? Tenho a certeza de que eles estarão lá muito antes que qualquer um de nós.” – Robert Louis Stevenson

Enfrentar a morte de um animal supõe ter que passar por um luto muito similar ao que passamos quando perdemos uma pessoa. Sabemos que falar nestes termos será incompreensível para muitos, já que alguns não entendem a transcendência que os animais podem chegar a ter nas nossas vidas. Mas, provavelmente, essas pessoas não estão a ler este artigo.

O vazio provocado pela perda de grande parte da nossa alegria é um abismo que, antes, era recheado de felicidade quotidiana, fazendo parte da nossa rotina e, às vezes, até mesmo de nosso alívio emocional.

Era o cúmplice mais fiel das nossas carícias, companheiro que se aninhava aos pés da cama. O primeiro a acordar e o último a quem dávamos boa noite. Era o velhinho da casa que sabia ler, com seu olhar, a tristeza, ao mesmo tempo que a afastava.

Como não sofrer pela sua perda? O seu vazio nunca poderá ser preenchido. Será essa ferida nas nossas fotos e essa lembrança que, ainda que dolorosa, pouco a pouco encherá a tua memória de cenas incríveis, de emoções únicas que farão a tua vida melhor. Mais plena.

Falemos hoje desse assunto. Vamos partilhar alguns recursos para enfrentar a morte dos nossos animais de estimação.
 

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1. Sente-te livre para chorares e te expressares.

Há quem não se atreva a dizer que o seu sofrimento ou desânimo devem-se à perda do seu animal de estimação. Não importa se for um cão, um gato ou um cavalo.

Era um ser vivo que fazia parte do nosso dia a dia, do nosso coração. Consequentemente, não tenhas medo de usar palavras sinceras para expressares a dor que estás a sentir. É verdade que nem todo mundo irá compreender-te, mas muitas pessoas conseguirão entender exactamente aquilo que estás a sentir.

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Dá nome a cada emoção, expressa em palavras o que vier à tua mente e sobretudo, evita uma coisa: sentires-te culpado. Há momentos em que, quando um dos nossos animais de estimação falece, perguntamos-nos se poderíamos ter feito mais, se não erramos em alguma coisa.

Evita ficares obcecado com isso. Fizeste tudo de melhor por ele e sabes, com segurança, que o teu animal te agradeceria, principalmente por todo o amor que tens por ele. A sua vida foi plena e isso foi graças a ti.

Os cães nunca morrem, dormem junto ao nosso coração. Não sabem como fazê-lo. Se cansam, ficam velhos e os ossos doem. É claro que não morrem. Se o fizessem, não iriam querer sair para passear sempre… – Ernest Montague


2. Aprende a viver com a rotina.

Isso é o mais difícil de enfrentar. Nosso cão, nosso gato era parte fundamental da nossa rotina, era a nossa sombra, nosso cúmplice, nosso espião e nosso pequeno companheiro de abraços, brincadeiras e carícias.

Deves saber muito claramente que o que vai ser mais difícil é controlar a dor ao ter que seguir com a rotina sem ele ou ela. Consequentemente, o que deves fazer nos primeiros dias é NÃO evitar estes costumes.

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Se, ao chegares a casa, tu te sentavas no sofá com ele, continua a fazer isso. Se saías para passeares com ele no parque em determinados horários, faz isso durante alguns dias. Será uma forma de despedida, de dizer adeus, mas guardando a memória das melhores lembranças. Pensa em como ele te recebia em casa e em como ele passeava ao teu lado. Fica com esses bons momentos para deixares que outras rotinas, pouco a pouco, cheguem ao teu dia a dia.

Sorri quando te lembrares dele/dela. NÃO fiques com o sofrimento dos últimos dias, com a doença ou com o declínio da sua saúde, mas sim com os sentimentos que ele despertou em ti, com o melhor do animal. Fica com aquilo que o tornou mais humano, com o carinho incondicional que ele ensinou.


3. O teu amigo não pode ser substituído.

Não tentes fazer isso. Quando um dos teus bichinhos falecer, não vás imediatamente procurar outro animal para adoptar, para aliviar a dor. Os animais, assim como as pessoas, não podem ser substituídos.

Teu cão, teu gato é único, com suas características, com seu carácter, com tudo aquilo que te proporcionou: como tal, deixará uma marca na tua memória.

Assim, permite passar o tempo que precisares antes de adoptar novamente, isso se tu desejares fazê-lo. Nunca será possível substituir ou preencher o vazio com outra vida. Cada animal é excepcional e nos enriquecerá com a sua presença, sua respiração, sua alegria… Não te esqueças disso.

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Tu acreditas que os cães vão para o céu? Tenho a certeza de que eles estarão lá muito antes que qualquer um de nós.” – Robert Louis Stevenson

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