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Furacão uma hora acaba, ele nunca dura para todo o sempre.

Geração-Y

Não me importo que leves a mal, mas eu sou um Furacão e não um Vendaval

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Furacão uma hora acaba, ele nunca dura para todo o sempre.

E olha só onde vim parar!

Estou numa fase da minha vida em que tudo me enjoa: as conversas paralelas, as risadas com tom irónico, o clima pesado, a blusa desapertada que eu tanto adorava e que não tirava do corpo, aquela musica bonita do James Blunt que me acalmava, o bife e a batata frita que sempre foram os meus fiéis escudeiros nesta minha vida nada saudável, o café doce que me mantêm de pé e do qual não abro mão e até aquele rapaz bonitinho que gosta de bossa nova e rock nacional.

É incrível esta minha mania de enjoar de tudo. Eu não queria ter nada disto, não queria ter que conviver com algo apenas alguns dias, meses, anos e depois guardar na gaveta, como quem guarda um par de meias que raramente usa. Entendes o que quero dizer?

Há bem uns cinco anos que estou a querer acreditar que tudo isto não passa só de uma fase (e que fase longa). Já não aguento mais. Isso não significa que eu não me aguento. Jamais! Adoro a minha companhia, convivo comigo há anos e garanto que melhor companhia não há. Eu só não aguento mais tratar as pessoas como se elas fossem culpadas por este meu perfil, “Hoje eu te quero, depois também, amanhã talvez“.

Já magoei e continuo a magoar muitos corações indefesos que não têm nada a ver com isto. Às vezes procuro um pequeno e insignificante defeito na outra pessoa ou aproveito-me da situação só para me livrar da culpa e da certeza que um dia o irei magoar, só para não ter que olhar para ele e dizer: “O problema sou eu”.

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É assim que eu sou, entendes agora? Eu sou assim (eu estou assim).

Um dia irás ver-me na rua com um vestido florido, ténis de desporto, uma bolsinha de lado e a achar-me a mulher mais meiga e linda na face da terra. Noutro dia, irás ver-me na discoteca, de saia curta, blusa rasgada, lápis preto no olho, batom vermelho e a beber, e aposto que não acharás de mim a mesma coisa do que quando me viste na rua.

É quase uma metamorfose ambulante, a diferença é que eu ainda procuro uma ideologia para viver.

Não te assustes camarada, posso também não enjoar de ti. Vai depender do meu estado de humor. Vai depender do que quero no momento. Vai depender se quero que tu te tornes o papel principal do meu caminho ou te tornes apenas mais uma inspiração que virará uma história escrita num blog.

Acredita em mim, não entres em choque! Não penses que este furacão indomável vai passar por ti e destruir tudo, pois não vai. Apesar dos pesares, sei o limite das coisas, sei das minhas mudanças climáticas e sei também que posso até mudar, mas a minha essência fica. Continua a mesma. Intacta.

Quem sabe eu não volte a rir com as minhas amigas, volte a usar camisolas decotadas, volte a ouvir a musica que me acalma, volte a comer o meu bife e as minhas batatas fritas, volte a tomar café e, quem sabe, não enjoe de ti.

Furacão uma hora acaba, ele nunca dura para todo o sempre.

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