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Busca o prazer recíproco – não faças sexo só para dizeres que fazes todos os dias.

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Antes mal acompanhada do que só – O que a comodidade fez com os nossos relacionamentos

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Busca o prazer recíproco – não faças sexo só para dizeres que fazes todos os dias.

Tudo o que é demais enjoa – já dizia, sempre sabiamente, a minha avó. Não que eu ache bonito começar a falar desse tema citando a minha avó, mas é que, convenientemente, essa citação conhecida pela sabedoria popular encaixa-se perfeitamente no que eu quero dizer.

E eu não quero dizer, também, que alguns poucos exageros não são perdoáveis, como comer chocolates freneticamente durante três dias seguidos quando se está em TPM. O que não vale é abdicar da qualidade só para desfrutar de uma enxurrada de excessos que, depois de algum tempo, tornam-se monótonos e inúteis.

Eu explico: comer chocolate é bom, pelo menos para a maioria dos seres humanos com bom paladar. A primeira barra é maravilhosa: produção de endorfinas a todo vapor. A segunda já não te faz salivar enquanto abres a embalagem. Na terceira, nem sentes mais o gosto – é automático, estás a comer chocolate pura e simplesmente porque sabes que isso é bom, mas não estás necessariamente a sentir prazer.

Mas, não – este post não é sobre chocolate. É que a mesma situação é percebida, quase sempre, nos relacionamentos. Pessoas arrastam-se em relações enfadonhas só pelo prazer das bodas de ouro. Coleccionam rosas secas recebidas no início do namoro, e um terrível sentimento de vazio na alma – vazio de emoção, de rosas novas e de sexo bom.

Não importa se o teu namoro de cinco anos não acelera mais o teu coração, ele é melhor do que a solidão, afinal. E assim tu segues vivendo, movida pela preguiça de mergulhar no mundo e descobrir a beleza de te apaixonares de novo. É confortável assim. Quando abres os olhos, passaram-se cinquenta anos e já carregas algumas dezenas de rugas e um sentimento de vazio que não dá mais para corrigir.

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Não parece muito, mas isso provém da síndrome do exagero também: querem borboletas no estômago, mas optaram pelo exagero da intimidade que só traz o vazio – que, curiosamente, nasceu do excesso. Querem orgasmos múltiplos, mas fazem sexo todo santo dia – de preferência com o mesmo parceiro. Querem novidades para contar, mas não fecham a matraca um segundo sequer – e as novidades perdem-se nas palavras atropeladas.

Eu também seria muito feliz se não fosse assim, mas o excesso só traz problemas, e o exagero só gera a falta. É preciso deixar alguma novidade a ser contada, algum ponto erógeno a ser descoberto, algum mistério a ser desvendado, algum silêncio a ser quebrado – o ser humano é movido pela descoberta, e quantidade e intensidade, definitivamente, não casam.

Assim como o chocolate perde o gosto quando se come demais e o discoteca perde a graça quando vais lá todas as sextas, o exagero destrói até os relacionamentos mais tesudos. Mas, calma lá – vocês não precisam de se encontrarem quinzenalmente. Dá para manter – com muito jogo de cintura – um relacionamento estável e emocionante, desde que respeites o espaço do outro e o teu também.

Busca o prazer recíproco – não faças sexo só para dizeres que fazes todos os dias. Não fales se a tua vontade for o silêncio. Não contes todos os teus segredos, não gastes todas as tuas risadas e não apostes todas as tuas fichas. Assim, todo o encontro vai ser divertido e toda o sexo vai ser cheio de tesão: o prazer na medida certa de duas pessoas que se descobrem e descobrem um pouco do mundo a cada dia.

(Source: Casal Sem Vergonha)

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