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Gosto de gente intensa, que se entrega sem medo, que faz acontecer

Ser intenso é ser mais do que inteiro. Mais que completo. É ser transbordante. Abundante.

Eu acho lindo quem não admite ser raso. Quem se entrega, se doa, quem faz e acontece. Quem encara um desafio só pelo gostinho, quem abandona o lugar de espectador e vai ser jogador.

Quem se joga e quem joga, até descalço. Não importando que faltem 10 minutos para acabar a partida.

Gosto de gente que enfrenta, que luta, que argumenta, que esgota até dizer chega.

Admiro quem não se cala, quem tem palavras de sobra, quem inventa moda e não sossega.

Gosto da bravura, da luta, da lágrima. Encanto-me com pessoas e verdades inteiras, sem vírgulas, sem traços, sem “se”.

Adoro surra de palavras carinhosas, surra de beijos.

Gosto de firmeza. Nas promessas, nas palavras e nos apertos de mão.

Os abraços, gosto mesmo daqueles de verdade, os generosos, os de faltar o ar, os quebra-costela.

Rir até doer a barriga.

Dançar até doer o pé.

Experimentar, ousar, explorar, movimentar, mergulhar. Adoro.

Adoro quem faz questão, quem tenta até ao último suspiro e quem suspira de tanto tentar.

Adoro corações transbordantes.

Não se trata de exagerar, desperdiçar, esbanjar. Trata-se de completar, sustentar, abastecer. Trata-se de querer ser sempre inteiro.

(Texto de Estela Meyer)

Criado por André Costa

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Eu gosto de pensar sobre o futuro e escrever sobre mundos onde os direitos dos trabalhadores interessam. Também gosto de robôs e rock 'n' roll, embora não necessariamente por essa ordem.

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