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A minha amiga estava a mostrar-me algo no seu telemóvel quando de repente cometeu um pecado capital: Escorregou e acidentalmente deixou-me espreitar a sua galeria de fotos.

Na maioria eu não fiquei demasiado chocado. Havia algumas fotos de saladas com um aspecto acima do normal – tu sabes, aquelas que tu pensas que conseguirias fazer se não te faltasse a ambição – algumas fotografias da sua sobrinha bebé, uma foto do seu cão e depois algo surpreendente (e não, não me estou a referir a nenhumas fotos nua).

Sem brincadeiras e exageros, caro leitor: no final da sua galeria, estavam algumas 50 selfies.

Eram aquelas selfies clássicas, do tipo que apenas alguém do segundo milénio é capaz de tirar: boca de pato, luzes controladas, uma expressão em branco (eu sei – coisas notáveis). Ela até colocou óculos de sol em algumas delas mas continuou com a mesma expressão.

Eu perguntei-lhe porque razão 50 ou mais fotos dela seriam necessárias algum dia. Quero dizer, calculo que ela não consiga ser assim tão narcisista, poderá ser?

A sua resposta revelou exactamente o contrário.

“Oh, não olhes para essas” disse-me ela, como se fosse fácil ignorar um bloco uniforme e colorido de imagens em miniatura no meio do ecrã do seu Iphone. “Eu não fiquei bem em nenhuma dessas fotos.”

Eu não sei mas… pelas fotos, ela pareceu-me bastante bem. Para mim, elas parecem exactamente fotos da minha amiga.

Claro, elas não deverão ser algo digno de um prémio e eu também não penso que elas despedeçariam a lente da câmera. Mas por alguma razão, ela manteve-se confiante que tinha um aspecto fantasmagórico.

“Odeio como apareço nas fotos!” lamentou-se. E eu imediatamente percebi o que ela queria dizer: Também odeio como pareço nas fotos.

É por isto que tento evitar qualquer compromisso social que possa envolver fotografias (de qualquer das maneiras é o que eu lhes digo). Não é como se eu nunca tivesse tirado uma fotografia na minha vida e ficasse, “Yeah, sabes que mais, acho que sou capaz de pendurar esta no meu frigorifico.” Geralmente está mais compreendido nas linhas de, “Porque é que ainda não apanhei o jeito nesta coisa do sorriso e por que raio a minha pele parece nesses tons de verde (a desvantagem de ter pele morena nos meses de inverno)?”

Quero dizer, a resposta podia ser: “Filho, tens uma aparência bastante infeliz.” Mas não é. A ciência tem uma resposta mais complexa – e menos ofensiva – para a forma porque detestamos todas as fotos de nós próprios.

Segundo Nick Stockton de “Wired“, a verdadeira razão tem a ver com os espelhos.

Então é o seguinte. Quando nos olhamos ao espelho, nós podemos sentir que estamos a olhar para nós próprios mas na realidade estamos a ver uma imagem espelhada de nós próprios – o que, na realidade, é uma imagem inversa.

Stockton explica a importância de um conceito conhecido como “mera exposição”, que foi desenvolvida por Robert Zajonc no final dos anos 60. “Mera exposição” diz que “reagimos mais favorávelmente” a coisas de que estamos habituados, incluindo as nossas próprias caras.

Após anos a olharmo-nos ao espelho com bastante vaidade, ficámos familiarizados com a cara que está a olhar de volta para nós – a nossa imagem espelhada. O que é tão problemático em relação a isto, contudo, é que fotografias não são imagens espelhadas. Elas mostram-nos como parecemos realmente.

Ficámos habituados ao facto de que o nosso sorriso sobe súbtilmente do lado esquerdo e o nosso olho direito cai um pouco mais em relação ao olho esquerdo. Então quando vimos uma fotografia de nós próprios com recursos trocados, elas parecem francamente alienigenas.

Lembra-te, a regra da “mera exposição” diz que reagimos favorávelmente às coisas que vimos mais regularmente e nós raramente nos vemos a nós próprios da mesma maneira que está retratado nas fotos.

Alguma vez te questionaste porque achas que as selfies do Snapchat são mais toleráveis do que aquelas tiradas pela câmera normal do teu telemóvel? Bem, além do facto de ser quase impossivel não parecer atraente debaixo daquele terceiro filtro, as lentes do snapchat não mudam a imagem para o seu inverso. Quando usas a câmera da frente do snapchat para mandares ao teu amigo uma selfie, irá enviar a tua imagem espelhada – aquela a que estás habituado e que às vezes até gostas.

Em última análise, quando desgostamos de uma fotografia de nós próprios, não siginifica que nos achamos necessariamente feios. É apenas porque achamos que o outro eu – o nosso eu inverso – mais atraente.

Eu não tenho a certeza de que um é necessáriamente melhor que o outro. Mas pelo menos vamos sempre ser capazes de aderir à selfie estilo-Myspace – o flash como um diamante a reluzer no espelho ou os nossos braços a ocuparem metade da foto – em tempos de necessidade desesperada. Irá definitivamente funcionar para fazer uma interessante figura de cabeça no Linkedin.

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Ciência

Ciência confirma: Sexo oral não é só divertido mas super saudável. Veja a prova!

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Sexo oral = mais saúde?! Parece mais matéria de revista. Mas é justamente isso que uma pesquisa médica recente acaba de comprovar.

Dois cientistas austríacos estavam à procura do segredo da longevidade e acabaram por encontrar. A resposta, no entanto, apanhou-os de surpresa. Acredita se quiseres, mas o esperma guarda a chave!

O amor é saudável e deixa as pessoas mais jovens. Frank Madeo e Tobias Eisenberg, investigadores da Universidade Karl Franzens, em Graz, finalmente têm a prova. Eles compararam resultados de 6 países e o que descobriram é inacreditável.

A palavra mágica é: ESPERMIDINA! A substância é encontrada em grandes quantidades no sémen. Entre outras funções, ela tem propriedades singulares que, além de reparar células danificadas, ainda retardam o processo de envelhecimento. Se não bastasse isso, a espermidina também pode ser usada no tratamento de ansiedade e depressão.

Até a publicação desta última pesquisa, sabia-se apenas que o sémen era rico em vitaminas e proteínas. Mas os resultados obtidos pelos investigadores austríacos têm causado furor na comunidade científica. Com base nessas descobertas, especula-se agora que a espermidina possa ser usada também na luta contra as doenças de Alzheimer e Parkinson.

Eisenberg, um dos responsáveis pela pesquisa, diz:

“Parece que nós realmente encontramos o Santo Graal da pesquisa anti-envelhecimento. Um achado incrível, que pode beneficiar toda a humanidade!”

Para os menos aventureiros lendo esta matéria, além do esperma, a espermidina também está presente em alimentos como a soja, a toranja e os cereais, ainda que em concentrações bem menores.

Este vídeo explica tudo… tudinho:

É sabido que o sexo faz com que as pessoas sintam-se mais jovens e bem-dispostas. Mas que ele possa ter efeitos a longo prazo sobre a saúde é realmente uma descoberta e tanto. O resultado da pesquisa é unânime: Esperma faz bem à saúde!

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Ciência

Se tens 1 destes 5 traços, tu és provavelmente mais inteligente que a maioria

Podes ir para a escola tanto quanto quiseres, mas existem algumas coisas com as quais nasceste ou fazem apenas parte da tua personalidade que te tornam mais inteligente do que a maioria.

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Podes ir para a escola tanto quanto quiseres, mas existem algumas coisas com as quais nasceste ou fazem apenas parte da tua personalidade que te tornam mais inteligente do que a maioria.

Eis a lista de 10 sinais que podes ser mais inteligente do que a pessoa comum que nada têm a ver com o teu QI ou se acabaste a universidade. Aqui estão alguns dos destaques:

Se és filho único ou o irmão mais velho.

Basicamente, ter a atenção completa dos pais desde cedo na tua vida ajudou a tornar-te uma pessoa inteligente. Por isso apenas os filhos únicos ou irmãos mais velhos têm uma vantagem de inteligência desde cedo, que nada têm a ver com o QI dos pais. Para as pessoas que têm irmãos, a criança mais velha normalmente tem o papel de “ensinar” no relacionamento. História verdadeira: mesmo que o meu irmão mais novo pense que é mais inteligente do que eu, jamais o deixarei esquecer que eu o ensinei a ler.

És canhoto.

Desculpem destros, mas a ciência diz que os canhotos são naturalmente mais criativos e melhores a lembrarem-se das coisas. De acordo com a pesquisa e estudos da Universidade de Atenas, as pessoas canhotas são melhores a criarem soluções e ideias criativas mais rapidamente quando são defrontadas com desafios mentais.

Ficas acordado até tarde.

A ciência diz que as pessoas que ficam acordadas até mais tarde têm rendimentos mais altos e são apenas mais inteligentes do que aquelas que acordam cedo. Os estudos mostram que as pessoas nocturnas são melhores em raciocínio indutivo e pensamento inovador também. Ficar acordado até tarde é uma das maneiras de te preparares para o sucesso porque é mais provável teres uma vida mais confortável.

Consegues fazer as pessoas rirem.

Um estudo feito nos anos 70 provou que os comediantes têm um QI mais alto comparado com outras pessoas comuns. Além de serem mais inteligentes, as pessoas engraçadas também são melhores conversadores e são mais atractivos sexualmente. Tendo dito isto, também foi provado que quão engraçado és relaciona-se com quantos parceiros sexuais tiveste.

És introvertido.

Existem muitas evidências por aí que mostram que as pessoas introvertidas são em média mais inteligentes. Por exemplo, um estudo feito pelo Gifted Development Center mostrou que 60 por cento das crianças dotadas são introvertidas. Os estudos também mostram que os introvertidos são verbalmente mais inteligentes que os extrovertidos.

E quanto a ti, tens alguns destes 5 traços? Se tiveres, partilha com os teus amigos e mostra-lhes quem é a pessoa mais inteligente do grupo 🙂

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Ciência

Ciência comprova: amar não é para quem pensa muito

O amor cede sempre ao coração e não respeita o cérebro. Aprender isso é um grande privilégio.

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O amor não é passível de tantas conclusões racionais. Mas é claro que ele pensa. Tenho refletido com uma certa frequência sobre o quanto nós, em muitas situações, acabamos tentando transformar o amor em uma espécie de razão ponderada.

Apesar da minha juventude, hoje reconheço que perdemos muito tempo tentando calcular os prejuízos e os lucros que envolvem o amor. Se fosse realmente possível fazer um balanço final sobre o amor e chegar a algum denominador comum certamente não estaríamos em um lugar satisfatório. Para falar bem a verdade, os prejuízos que o amor causa podem até ser maiores que os lucros, em última análise. Explico. Todo tipo de amor é realmente bastante desgastante.

Gostaria mesmo de saber onde nasce essa nossa tentativa de calcular os riscos do amor. É bastante recorrente vermos pessoas que tentam de todas as formas obter garantias de que um amor que bateu a sua porta, amanhã não vá decepciona-lo e ir embora de uma vez por todas.


Ser racional virou moda

Já reparou que denominar-se como uma pessoa “racional demais” pode soar com uma certa elegância aos demais? Hoje em dia é chique ser “racional”. Dessa forma, os sentimentais estão sempre do outro lado com suas emoções os dominando, são tidos sempre como pessoas tolas, ultrapassadas e arcaicas. São filhos de uma geração medieval, portanto ultrapassada e que ainda acreditam em um tipo amor que também já nem existe mais. Acho perigoso estarmos em meio a geração que ama, mas que tem como slogan: “Antes me preservar, do que arriscar”. O brio dos ditos “racionais” é falso. É até , de certa forma, irritante. Quem pensa assim, está fracasssado.

Sei que existem as pessoas que acreditam que o amor acontece numa esfera racional e até creio que em determinada fase isso ocorre. Um bom exemplo é quando identificamos que a outra possui uma combinação de valores parecida com as nossas, aí então, temos um sinal verde da mente para seguir em frente nesse investimento amoroso.

No entanto, aquilo que muitos chamam de “processo racional do relacionamento” é nada além de válida avaliação prévia de certificação de interesses, apesar disso, creio que o amor se autentica mesmo no campo sentimental.

O best-seller dos relacionamento chamado “Homens são de Marte, Mulheres são de Vênus”, escrito pelo terapeuta John Gray, afirma em suas linhas que, os homens são objetivos e menos afetivos, tendo uma dificuldade enorme de demonstrar seus sentimentos. E também apresenta as mulheres como seres que se comportam de forma completamente emocional, e por isso são mais emotivas e afetivas que o exemplar macho do ser humano. Será que esse quadro ainda se sustenta?  Eu creio que esta afirmação já não é real nos dias de hoje, no entanto esse mito perdura.


E se vivêssemos um amor que só pensa?

O que seria dos relacionamentos entre os  homem se utilizássemos apenas a “razão”? Como seria a nossas vidas? Poderia o ser humano suportar a dureza que é o sentimento diminuído pela razão? Os sentimentos, por outro lado, são expressões interiores e que geram ações.

Gilles Deleuze comparou o amor a uma certa demência e concluiu:

“O verdadeiro charme das pessoas reside em quando elas perdem as estribeiras, quando não sabem muito bem em que ponto estão. Não são pessoas que desmoronam, pelo contrário, nunca desmoronam. Mas se não captar a pequena marca de loucura de alguém não pode gostar desse alguém. Não pode gostar dele. É exatamente este lado que interessa. E todos nós somos meios dementes. Se não captar o ponto de demência de uma pessoa, eu temo que… Aliás, fico feliz em constatar que o ponto de demência de alguém seja a fonte de seu charme.”

Não sei se concordo planamente com Deleuze, mas considero que nós estamos bastantes doentes afetivamente por conta de toda essa apuração sem sentido a respeito do amor. É preciso sentir mais, viver mais , dedicar-se mais ao amor para depois pensar se vale ou não a pena investir tempo, carinho, dedicação em um relacionamento. Essa conta é vazia.

Sempre que colocamos o amor na balança para aferir se vale a pena ou não se entregar, o mínimo, estamos traindo a nós mesmos. Traindo a nossas emoções, a nossas descobertas, as nossas sensações. Enchemos as cabeças de dúvidas mirins a troco de que? De uma certeza que sequer podemos alcançar?

O amor nunca foi para os pensantes. Quem pensa demais não anda. Aliás, é  por si só ilógico. Ele cede quando tem razão, ele se encolhe quando é enorme, ele estica quando é curto, ele mata quando morre e morre quando mata. O amor cede sempre ao coração e não respeita o cérebro. Aprender isso é um grande privilégio.

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