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Quando eu te vi pela primeira vez, não pensei imediatamente “vou amar este rapaz”. Não pensei sequer que fosse capaz de te direccionar mais do que duas ou três frases. Ainda tinha o coração pesado de um passado onde a tua cara ainda me era desconhecida, apesar dos meus olhos não largarem os teus. Lembro-me que foi uma noite cheia de estrelas em que estive quase para não sair de casa. Às vezes perdemos a fé no mundo e nas pessoas e achamos que já não há nada de novo para nós. Como eu estava enganada.

Foi ouvir-te falar, foi o teu timbre ser perfeito para os meus ouvidos e a tua conversa ser tudo menos aborrecida. Os teus movimentos, os teus lábios pareciam uma dança que eu já tinha aprendido antes e me tinha esquecido. Ao fim de umas horas, tudo em ti me era familiar e era como se já te conhecesse desde sempre. E a apatia deu lugar ao entusiasmo. Lembro -me de ter olhado para as tuas mãos e ter achado que eras um homem de força, que elas tinham o tamanho perfeito para agarrar as minhas.

Queria que a noite não acabasse nunca. Que o sol decidisse tirar férias e as palavras nunca se esgotassem com o cansaço e o sono. E quando voltei para casa, vinha quase a dançar de entusiasmo. A minha cabeça não parava. Desejei que não tivesses ninguém com quem partilhar uma almofada e que te lembrasses de mim na manhã seguinte. Que me aparecesses à porta como uma cena de filme a dizer que ainda era cedo. Ecoei o teu nome até adormecer nessa noite e arrependi-me de ter vindo embora cedo demais. Não sabia que uma noite ia mudar tudo, que ia virar o jogo e fazer com que todos os meus planos e sonhos fossem reinventados. Ainda fico corada e com as bochechas a arder quando penso na maneira como os teus olhos me atravessaram e como ainda me sinto uma criança sempre que oiço o teu nome.

Desde aquela noite que senti que podias mudar a minha vida e apesar de ter tentado não pensar que te podia amar para toda uma vida (e uma vida é muito tempo), e por mais que eu tenha movido montanhas, silenciado tambores e desviado marés… a verdade é que não consegui evitar apaixonar-me por ti.

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Cartas Para Ti

Já te disse o quanto gosto de ti? Então aqui vai…

Já te disse que gosto de sonhar? Sabes , sonhar é estar acordado por dentro.

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A ti meu amor.

A ti que roubaste o meu coração quando menos esperava e o fizeste bater novamente.

A ti que libertas o melhor do meu ser todos os dias. A ti que mesmo estando a escrever consegues meter me o mais bonito sorriso nos lábios. Como consegues?

Por vezes pergunto-me como tudo isto aconteceu e nem eu sei responder. Acho que posso dizer que foste o meu ”por acaso” preferido. Sinto que não te conheço mas ao mesmo tempo sinto como se sempre tivesses sido parte de mim.

Às vezes preocupo-me contigo mais que comigo. Diz-me, já te disseram que tens os olhos mais lindos do mundo? Adoro quando te vejo, o tempo deixa de ser tempo e apenas tu importas. Já te disseram que dás os melhores abraços do mundo? Por vezes gostava que tudo fosse mais fácil, mais simples. Gostava de te poder tirar toda a dor que tens dentro de ti para apenas caber felicidade.

Apesar de ainda ser pouco o que partilhamos quero dizer te que és o meu primeiro pensamento quando acordo e o ultimo quando me deito. Já te disse que os teus beijos sâo a melhor coisa do mundo?

Sabes, nem sempre tudo corre bem mas penso que aconteça o que acontecer tudo se compõe e tem solução. Já te disse que gosto de sonhar? Sabes , sonhar é estar acordado por dentro.

Diz-me, já te disse o quanto gosto de ti?

(Texto de Anabela Guerreiro)

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Cartas Para Ti

Ela é bruta, ela é doce. Ela é tudo isso e mais um pouco.

Ela é bruta como uma pedra e frágil como uma flor.

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Ela é bruta como uma pedra e frágil como uma flor.

Ela é brava como um touro, mas o seu coração é cheio de amor.

Ela é orgulhosa, ela briga, ela brinca, tem os seus chiliques, os seus ataques de ciúmes, mas também sabe admitir quando está errada, pede desculpas, vai atrás, sabe deixar o seu orgulho de lado e ouvir o seu coração.

Ela é meio louca, pula, grita, canta, sabe provocar o sorriso em qualquer um. Ela pode ser antipática para quem não conhece, mas quem convive com ela sabe que ela é um amor de pessoa.

Ela parece ser fria, durona, chata, metida e irritante, mas no fundo ela é meiga, doce, querida, simpática e gosta de ajudar os outros.

Ela parece ser doida varrida, psicopata, paranóica, mas ela é totalmente diferente, cuida de quem ama e dá atenção a quem precisa, dá amor e carinho a quem merece.

Ela pode estar cheia de problemas no mundo, mas ela não vai negar um sorriso, não vai virar as costas a um amigo, ela não vai fazer nada que machuque outra pessoa.

Ela não é perfeita, mas ela faz o melhor que pode para ser a melhor pessoa do mundo.

Ela pode ser teimosa, mas sabe ouvir, conversar e dar conselhos a quem precisa.

Ela é cheia de qualidades e defeitos, mas sabe usar isso bem para trazer paz às pessoas.

Ela tira qualquer um do sério, mas sabe a hora de brincar e a hora de parar, sabe a hora de dar bronca, mas sabe a hora de apoiar.

Talvez ela seja bipolar, uma hora está bem e outra não, mas ela nunca vai deixar de ser quem ela é por causa dos outros ou pelo que os outros falam.

Ela é menina por dentro e mulher por fora.

Ela é única, ela é especial, sabe ser chapeuzinho vermelho, mas quando precisa é o lobo mau.

Ela é atrevida, ousada, vai até onde consegue e não fica calada.

Ela luta pelo que quer, faz o que tem vontade, já sofreu, já sorriu, agora ela só vive um dia de cada vez.

Ela é tudo isso e mais um pouco. Talvez o pouco que poucos conheçam, talvez o pouco que ninguém conhecerá, ou talvez o pouco que só alguns merecem conhecer.

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Cartas Para Ti

Lê isto quando sentires que o amor acabou

Só então vais perceber que eu menti quando disse que o amor acaba.

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Ninguém lida bem com o fim do amor. Nem um Buda saberia despedir-se sem sofrer, muito menos tu, que és um ser humano cheio de emoções à flor da pele. Mas, antes de mais nada, entende que dor e raiva são dois sentimentos suportáveis quando separados, mas corrosivos quando sentidos juntos.

O fim do amor não é quando o relacionamento acaba. Essa é só a sentença, a assinatura, a burocracia. O sofrimento já veio antes, mas ficou represado no comodismo da vida planeada com direito a canteiro de flores e filhos correndo pela casa. O adeus destrói a contenção e inunda o terreno seguro. Faz a casinha com goteiras de onde tu tanto reclamavas tornar-se um palácio nas tuas lembranças. O passado não mudou. Mas a tua perspectiva sobre ele, sim.

O fim do amor embaralha os sentidos. Faz pensar no outro como a melhor criatura do mundo mesmo quando há tempo já pensavas em partir para outra. Ele vai ser o amor da tua vida e todas as vezes que desejaste outro rapaz vão desaparecer da tua memória num passe de mágica. Era ele, tinha que ser ele, era absolutamente certo de que seria ele.

Quando a raiva sair de cena, quando a vontade de esmurrar a porta passar, no palco estarão protagonizando juntos, a mesma cena, tu e o que tu sentes. Como numa dessas peças de improviso, em que nem um nem outro sabem qual é o próximo diálogo, o próximo movimento. A vida, por um tempo, vai ficar em suspenso. Tu não sabes se vais sentir mais vontade de maldizer o ex-amor ou admitir que ainda sobrou um resquício da paixão.

Logo depois vai chegar a vontade da vingança. Vais aprender a te maquiares melhor, vais saber a lista das bandas da semana que tocam na cidade. A lista telefónica vai aumentar, a quantidade de sapatos de salto alto também. A estratégia então é ocupar a cabeça para despistar o coração. Mas o medo de encontrá-lo a cada esquina vai fazer parte de ti como os cílios postiços.

Não importa quanto tempo passe, vais sentir-te brutalmente traída quando um novo amor surgir. Vais sentir-te ofendida quando ele usar a camisola que vocês compraram juntos para apresentar a nova namorada no Facebook.

Também vais odiar os amigos dele que eram seus, achar absurdo que a mesma banda que ele cantava para ti esteja a ser entoada para ela – e não importa se aquele som é o favorito dele, tu vais sentir como se fosse exclusividade tua.

Aí, aos poucos, a maquiagem vai diminuir, a mágoa também e tu vais estar disposta a conhecer gente nova de verdade. Vais entender que sentir que nostalgia não é saudade e que lembrar com carinho não significa que desejes a mesma vida de antes.

E aí vais saber que a vida continua. E daqui a alguns dias podes precisar de ler tudo isto de novo porque um novo amor vai chegar e vai partir.

Só então vais perceber que eu menti quando disse que o amor acaba. Ele se metamorfoseia em lembranças bonitas. Mas não acaba nunca porque vai estar em ti para sempre e em paz. Ainda bem.

(Source: Marina Melz)

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