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O amor cede sempre ao coração e não respeita o cérebro. Aprender isso é um grande privilégio.

Ciência Diz Que

Ciência comprova: amar não é para quem pensa muito

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O amor cede sempre ao coração e não respeita o cérebro. Aprender isso é um grande privilégio.

O amor não é passível de tantas conclusões racionais. Mas é claro que ele pensa. Tenho refletido com uma certa frequência sobre o quanto nós, em muitas situações, acabamos tentando transformar o amor em uma espécie de razão ponderada.

Apesar da minha juventude, hoje reconheço que perdemos muito tempo tentando calcular os prejuízos e os lucros que envolvem o amor. Se fosse realmente possível fazer um balanço final sobre o amor e chegar a algum denominador comum certamente não estaríamos em um lugar satisfatório. Para falar bem a verdade, os prejuízos que o amor causa podem até ser maiores que os lucros, em última análise. Explico. Todo tipo de amor é realmente bastante desgastante.

Gostaria mesmo de saber onde nasce essa nossa tentativa de calcular os riscos do amor. É bastante recorrente vermos pessoas que tentam de todas as formas obter garantias de que um amor que bateu a sua porta, amanhã não vá decepciona-lo e ir embora de uma vez por todas.


Ser racional virou moda

Já reparou que denominar-se como uma pessoa “racional demais” pode soar com uma certa elegância aos demais? Hoje em dia é chique ser “racional”. Dessa forma, os sentimentais estão sempre do outro lado com suas emoções os dominando, são tidos sempre como pessoas tolas, ultrapassadas e arcaicas. São filhos de uma geração medieval, portanto ultrapassada e que ainda acreditam em um tipo amor que também já nem existe mais. Acho perigoso estarmos em meio a geração que ama, mas que tem como slogan: “Antes me preservar, do que arriscar”. O brio dos ditos “racionais” é falso. É até , de certa forma, irritante. Quem pensa assim, está fracasssado.

Sei que existem as pessoas que acreditam que o amor acontece numa esfera racional e até creio que em determinada fase isso ocorre. Um bom exemplo é quando identificamos que a outra possui uma combinação de valores parecida com as nossas, aí então, temos um sinal verde da mente para seguir em frente nesse investimento amoroso.

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No entanto, aquilo que muitos chamam de “processo racional do relacionamento” é nada além de válida avaliação prévia de certificação de interesses, apesar disso, creio que o amor se autentica mesmo no campo sentimental.

O best-seller dos relacionamento chamado “Homens são de Marte, Mulheres são de Vênus”, escrito pelo terapeuta John Gray, afirma em suas linhas que, os homens são objetivos e menos afetivos, tendo uma dificuldade enorme de demonstrar seus sentimentos. E também apresenta as mulheres como seres que se comportam de forma completamente emocional, e por isso são mais emotivas e afetivas que o exemplar macho do ser humano. Será que esse quadro ainda se sustenta?  Eu creio que esta afirmação já não é real nos dias de hoje, no entanto esse mito perdura.


E se vivêssemos um amor que só pensa?

O que seria dos relacionamentos entre os  homem se utilizássemos apenas a “razão”? Como seria a nossas vidas? Poderia o ser humano suportar a dureza que é o sentimento diminuído pela razão? Os sentimentos, por outro lado, são expressões interiores e que geram ações.

Gilles Deleuze comparou o amor a uma certa demência e concluiu:

“O verdadeiro charme das pessoas reside em quando elas perdem as estribeiras, quando não sabem muito bem em que ponto estão. Não são pessoas que desmoronam, pelo contrário, nunca desmoronam. Mas se não captar a pequena marca de loucura de alguém não pode gostar desse alguém. Não pode gostar dele. É exatamente este lado que interessa. E todos nós somos meios dementes. Se não captar o ponto de demência de uma pessoa, eu temo que… Aliás, fico feliz em constatar que o ponto de demência de alguém seja a fonte de seu charme.”

Não sei se concordo planamente com Deleuze, mas considero que nós estamos bastantes doentes afetivamente por conta de toda essa apuração sem sentido a respeito do amor. É preciso sentir mais, viver mais , dedicar-se mais ao amor para depois pensar se vale ou não a pena investir tempo, carinho, dedicação em um relacionamento. Essa conta é vazia.

Sempre que colocamos o amor na balança para aferir se vale a pena ou não se entregar, o mínimo, estamos traindo a nós mesmos. Traindo a nossas emoções, a nossas descobertas, as nossas sensações. Enchemos as cabeças de dúvidas mirins a troco de que? De uma certeza que sequer podemos alcançar?

O amor nunca foi para os pensantes. Quem pensa demais não anda. Aliás, é  por si só ilógico. Ele cede quando tem razão, ele se encolhe quando é enorme, ele estica quando é curto, ele mata quando morre e morre quando mata. O amor cede sempre ao coração e não respeita o cérebro. Aprender isso é um grande privilégio.

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