Quatro anos e dois relacionamentos falhados depois, eu ainda sinto o enlouquecido eco da sua voz sobre mim como uma tempestade gritando de dentro.

Geração-Y

A Nossa Geração: não é o relacionamento que deixou de funcionar, é outra coisa

Quatro anos e dois relacionamentos falhados depois, eu ainda sinto o enlouquecido eco da sua voz sobre mim como uma tempestade gritando de dentro.

“Isto não está a resultar mais” – disse ele umas 17 vezes em 15 minutos

“Ok, boa sorte otário” – disse eu enquanto saía.

Quatro anos e dois relacionamentos falhados depois, eu ainda sinto o enlouquecido eco da sua voz sobre mim como uma tempestade gritando de dentro.

Mas, pela primeira vez em quatro anos, não estou a correr para me esconder. Eu vou ficar atenta. Eu estou a tentar ouvir de perto. Estou a tentar ouvir os gritos, o murmúrio, os sussurros – qualquer coisa. TUDO. Tudo o que deve dizer a verdade por trás dessas palavras que já foram uivadas nos meus ouvidos.

E eu acho que ouvi – a verdade. E aqui está o que parecia finalmente:

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Ele disse que eu não o amava tão bem como a sua ex. É verdade, eu amei-o melhor. Melhor do que ninguém alguma vez poderia.

Ele disse que os nossos fantasmas não o incomodavam. E ainda assim ele viu as sombras do meu passado a todo momento, enquanto eu só tinha olhos para ele!

Ele disse que queria que eu agisse como se me importasse. Na sua linguagem, cuidar significa obedecer!

Ele disse que queria que eu partilhasse os meus sonhos. Quando eu o fiz, ele riu – o tipo de riso que magoa!

Ele disse que cometeu um erro em ficar comigo cada vez que nós discutíamos. E arremessou as palavras “não é bom o suficiente”, mesmo quando eu atirei as minhas bandeiras brancas.

Ele disse que me queria dar ‘um tempo justo’ porque estava muito ocupado para me manter feliz. Ele tomou o seu ‘tempo justo “e estava de volta depois de f*der a rapariga pela qual tinha desenvolvido uma atracção ‘justa’!

Ele perguntou se eu tivesse que escolher uma, quem eu iria escolher – minha família ou ele. Eu não respondi e ele não entendeu!

Ele provou o quanto eu significava para ele não aceitando chamadas pelo Skype, menos telefonemas, visitas esporádicas e eu continuei a inventar desculpas para ele na frente de pessoas que realmente se importavam!

Ele pediu para ficar com promessas de amor manchadas de lágrimas de amor quando eu dizer as verdades. E eu deixei.

Ele disse que me amava e queria que as coisas funcionassem. Eu era a única que trabalhava para mantê-lo por perto.

Ele disse que eu amava um pouco demais. E eu sabia que sim – demais para alguém que amava muito menos.

Ele queria levar um dia de cada vez. Eu levei até ele decidir que os “nossos dias” acabaram!

Ouvindo atentamente, os meus ouvidos pressionados para o ruído barulhento dos pedaços que ele deixou dentro de mim, eu percebi que não era o relacionamento que já não estava a funcionar – era ele, que já estava disposto a trabalhar mais para o nosso relacionamento.

E justamente quando a sua ‘metade’ em manter o relacionamento vivo tornou-se muito pesado para mim para carregar, ele decidiu mandar o cartão “não está a resultar”. Foi fácil e conveniente e à prova de falhas!

E funcionou!

Porque ai eu decidi que queria deixar de trabalhar para ele também. Não sozinha, claro.

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